APRENDIZAGEM DE INGLÊS E A VALORIZAÇÃO DA IDENTIDADE E DA DIVERSIDADE CULTURAL
PLANO DE TRABALHO
1. IDENTIFICAÇÃO
1.1 ÁREA: Língua Inglesa
1.2 PROFESSOR PDE: Maria Aparecida de Oliveira
1.3 PROFESSOR ORIENTADOR IES: Profª. Drª. Denise Grassano Ortenzi
2. TEMA DE ESTUDO DA INTERVENÇÃO
A cultura brasileira e o ensino de Língua Inglesa.
3. TÍTULO
APRENDIZAGEM DE INGLÊS E A VALORIZAÇÃO DA IDENTIDADE E DA DIVERSIDADE CULTURAL
4. APRESENTAÇÃO
A Secretaria de Estado da Educação, em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, instituiu em 2006, o Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE, cujo objetivo é produzir progressões na carreira do professor e melhoria na qualidade da educação oferecida a milhares de crianças, jovens e adultos das escolas públicas do Paraná.
O Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE reconhece os professores como produtores de conhecimento sobre o processo de ensino-aprendizagem, para tanto assegura aos mesmos, condições físicas, ferramentas tecnológicas, tempo livre para os estudos, pesquisas, e com o apoio das Universidades se fortalece como um importante programa de formação continuada em serviço, o qual deverá resultar necessariamente em um novo repensar da prática pedagógica, tanto do ponto de vista prático quanto teórico.
É neste contexto que se encontra o professor PDE, retomando pontos de sua formação inicial nas Instituições de Ensino Superior, refletindo a partir de seus estudos sobre a sua prática escolar, interagindo com outros professores parceiros sobre a concepção de escola e de educação, propondo finalmente um material didático, que coadunem com a sua visão de ensino e também com as concepções das Diretrizes Curriculares Estaduais, propostos pela Secretaria de Estado da Educação, na gestão 2003-2006.
4.1 PROBLEMATIZAÇÃO
Tendo como tema central "A cultura brasileira e o ensino de Língua Inglesa”, o presente trabalho propõe a construção de material didático, que possibilite a aproximação entre ensino de língua inglesa e cultura, alicerçada na Diretrizes Curriculares Estaduais, na contextualização do ensino e no desenvolvimento de princípios culturais significativos para os alunos do Ensino Fundamental das Escolas Públicas do Estado do Paraná.
4.2 OBJETIVOS
Contribuir para que o aluno compreenda a diversidade linguística cultural, sem perder sua identidade local;
Propor um ensino onde a língua seja entendida como prática social.
5. DEFINIÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO
Cultura no ensino de Língua Inglesa, nas escolas públicas do Paraná.
6. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A realidade do ensino de Língua Inglesa, nas escolas públicas do Paraná, é bastante desgastante. Os professores na sua grande maioria angustiados, tentando fazer que o ensino-aprendizado de língua estrangeira seja significativo, alunos questionando o por quê de aprender essa língua.
No meio desse turbilhão, a falta de um material didático que atenda às expectativas dos principais elementos da escola, compromete ainda mais o ensino, pois são coletados dos parcos materiais que o professor colecionou ao longo de sua vida acadêmica e profissional, os quais na sua maioria são doados por livrarias, cujo público alvo são alunos das escolas particulares ou das escolas de idiomas.
Lendo, refletindo sobre as novas Diretrizes Curriculares Estaduais para o Ensino de LEM, percebemos que ela adotou os seguintes princípios educacionais:
resgate da função social e educacional do ensino da Língua Estrangeira no currículo da Educação Básica;
respeito à diversidade ( cultural, identitária, lingüística), pautado no ensino de línguas que não priorize a manutenção da hegemonia cultural.
Então como ensinar língua inglesa e qual material didático seria mais adequado para atender a tais princípios? Esta é a questão que perpassa este projeto de trabalho. Quais os temas mais relevantes, que textos devem ser utilizados? Como o ensino de língua inglesa vai favorecer ao aluno olhar o outro, que está inserido numa cultura diferente da brasileira, ao mesmo tempo refletir sobre as características da sua própria realidade?
A abordagem da cultura, nas suas mais diferenciadas acepções, no tocante ao ensino de língua estrangeira, está restrita às pesquisas, revistas e aos livros, mas na prática de sala de aula, pouco ou quase nada tem sido ensinado sobre aspectos culturais (SARMENTO, 2004, p. 242).
Construir um material didático que dê enfase ao conjunto de experiências humanas adquiridas pelo convívio social e acumuladas ao longo dos anos, e também que retrate a sociedade brasileira, para que a partir desse prisma o aluno se encontre e posteriormente busque o contraste com outras culturas, é o que se pretende com este projeto.
Refletindo um pouco mais sobre cultura, nos argumenta Silva:
[...] A cultura, como dimensão objetiva da formação, é tomada em um certo sentido, qual seja, o da cultura enquanto práxis, em oposição ao sentido de “cultura do espírito”. Nesse sentido, a cultura não se define de modo autônomo em relação aos processos econômicos e políticos da sociedade, guardam entre si uma estreita relação que confere significado e historicidade à formação social à qual dizem respeito. (apud Adorno, 1969)
Uma educação voltada para a perspectiva cultural tem recebido pouca atenção, talvez por medo de criar estereótipos e a supervalorização da cultura da LE. Então este material que será elaborado terá como referencial a diversidade cultural e as práticas sociais nas quais a cultura se manifesta.
Pensando na inserção tecnológica do aluno, a proposta é utilizar um software denominado Clic3, criado por Francesc Busquest em espanhol e catalão onde é possível criar inúmeros pacotes de atividades para qualquer atividade curricular, em qualquer série e componente,isso significa desde o mini-maternal ao terceiro ano do ensino médio, inclusive com o uso de sons, músicas e imagens.
Permite criar diversos tipos de atividades: quebra-cabeças, associações, sopas de letras, palavras cruzadas, atividades de identificação, de exploração, de resposta escrita...e muito mais. Também é possível encadear grupos de atividades em pacotes para que se realizem na seqüência desejada.
É um software inteiramente gratuito que dá ao professor a possibilidade de construir variados exercícios para seus alunos, vindo ao encontro da proposta de utilização dos laboratórios de informática do Paraná Digital, que estão sendo implantadas em todas as escolas públicas estaduais do Paraná.
7. DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO
Esse projeto visa proporcionar aos alunos conhecimento de que ao aprender uma língua estrangeira, no caso a Língua Inglesa, é possível ampliar a visão de mundo, construir conscientemente sua própria identidade, contrastar culturas e principalmente atuar crítica e democraticamente para transformar a sua realidade social.
Será desenvolvido em parceria com os professores da rede da Educação Básica do Paraná, através do Grupo de Trabalho em Rede, com o objetivo de elaborar material didático diversificado de Língua Inglesa, para alunos do Ensino Fundamental, a partir de textos que falem sobre o Brasil, de modo que o aluno possa reconhecer sua identidade, seu país, e a partir de então aventurar-se a conhecer outras culturas que fazem parte do mundo globalizado.
7.1 ESTUDOS ORIENTADOS
Momentos de formação/fundamentação através da leitura e resenha de textos, artigos, teses, livros sugeridos pelos professores da IES nas áreas de análise e produção de material didático, teorias de ensino-aprendizagem, gêneros textuais e ludicidade, pertinentes aos cursos desenvolvidos durante o programa e ao objeto de estudo do plano de trabalho.
7.1.1 Aula Inaugural: Fundamentos Científicos e Técnicos da Relação de Trabalho e Educação no Brasil Hoje
Aos doze de março de dois mil e sete reuniram-se no Centro de Convenções em Curitiba, os professores selecionados para a aula inaugural do PDE – Programa de Desenvolvimento Educacional. O encontro também destinado para o lançamento oficial do Programa, o qual contou com a participação de varias autoridades, dentre as quais citamos o Governador do Estado, Senhor Roberto Requião, o Secretário de Estado de Educação, Professor Maurício Requião, a Secretária de Estado de Ciências, Tecnologia e Ensino Superior, a Professora Lígia Pupatto, Coordenadora Estadual de Desenvolvimento Educacional, Professora Simone Bergmann, os Reitores das Universidades parceiras.
No período da manhã fomos brindados com a emocionante apresentação da Orquestra Sinfônica do Paraná, que sob a coordenação do Maetro Alessandro Sangiorgi interpretou varias peças musicais, dentre as quais ressaltamos o Barbeiro de Sevilha, de Rossini e Allegro vivace, de Mozart. Pudemos perceber nos olhares dos educadores presentes a satisfação e a alegria de fazer parte da Secretaria de Estado de Educação neste grandioso programa inovador que é o PDE.
Ainda no período da manhã ficamos entusiasmados com o discurso envolvente do nosso Secretário de Estado da Educação, Professor Maurício Requião, que ressaltou a importância de retornarmos às universidades, de revivermos os ambientes acadêmicos, das salas de aulas às bibliotecas, dos laboratórios às cantinas. Processo de revitalização, uma verdadeira injeção de ânimo no Professor da Rede Pública Estadual de Educação, o qual terá a oportunidade de refinar seus conhecimentos e assim contribuir de forma mais significativa com a melhoria da qualidade de ensino no Estado do Paraná.
O Ilustríssimo Governador em seu discurso, na aula inaugural, ressaltou que:
“O discurso fácil de quem não vê mais que meio palmo além do nariz insiste que a educação é o remédio para todos os nossos males; que basta deixar as nossas crianças nas salas de aula por alguns pares de anos que encontraremos o caminho paradisíaco do desenvolvimento, do progresso, do bem-estar.”
O governador, Roberto Requião, sensível aos problemas que enfrentamos argumenta que
“Não queremos uma escola que molde nossas crianças e nossos jovens à imagem e à semelhança dos valores de uma sociedade que tem na competição, na esperteza, na busca pela fama e pela celebridade, na riqueza fácil, no consumismo idiotizado ideais de vida. Uma sociedade que não lê, que não discute, que não debate, que não questiona, que não pesquisa, produz escolas que não se inquietam, que não protestam, que não reagem. Queremos escolas vivas, criativas, agitadas. Queremos professores que mobilizem as salas de aulas, que abram horizontes, que descortinem a vida e as maravilhas do conhecimento. Queremos escolas que quebrem o monopólio da informação”.
Diante de mais de mil e duzentos professores, Requião conclui que
“Não vamos romper as amarras da dominação, do atraso, da subserviência, do atrelamento ao capital global, se não rompermos o monopólio da informação, se não tivermos uma sociedade esclarecida, bem informada. Queremos uma educação e uma escola libertárias, iluminadas pelas lições da solidariedade, da fraternidade, da generosa utopia de um mundo sem explorados e sem exploradores. Um mundo em que os homens vivam em harmonia entre si e com o ambiente que os cerca”.
No período da tarde, o professor Dr. Gaudênio Frigotto da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ abordou o tema “A formação continuada de professores como política pública: um desafio institucional” embasando sua exposição no texto “Fundamentos Científicos e Técnicos da Relação Trabalho e Educação no Brasil de Hoje”.
Dentre as idéias principais do texto destaca-se:
A dupla função da educação numa sociedade capitalista, correspondendo a produção das qualificações necessárias ao funcionamento da economia e o controle político.
A necessária interação entre ciência, técnica e tecnologia para a emancipação da classe trabalhadora.
Falta de consciência dos problemas políticos e sociais oriundas do capitalismo contrapondo a atividade laborativa.
A Educação e o trabalho como mecanismos de inserção social.
Possibilidade de superação, por meio da Educação, do status quo do trabalhador alienado.
7.2 ENCONTROS DE ORIENTAÇÃO
7.2.1 Primeiro Encontro
Aos dezoito dias do mês de abril de dois mil e sete reunimo-nos na Universidade Estadual de Londrina para darmos início aos trabalhos de orientação do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE. Estiveram presentes na reunião a professora orientadora da UEL, Denise Grassano Ortenzi e os professores orientandos, num total de cinco.
As atividades consistiram basicamente dos três textos dados antecipadamente para leitura que são:
CELANI, M. A. A. Ensino de línguas estrangeiras – Ocupação ou profissão. In. V.J.Leffa (Org). O professor de línguas estrangeiras: construindo a profissão (pp.25-43). Pelotas.
ORTENZI. D.I.B.Grassano, MATEUS, E. F., REIS, S. Alunas formandas do curso de Letras Anglo-Portuguesas: Escolhas, marcos e expectativas. In. T. Gimenez (Org). Trajetórias na formação de professores de línguas. Londrina: EDUEL.
BOHN, H. A Formação do Professor de Línguas – A Construção de uma Identidade Profissional. In Investigações: Lingüística Aplicada e Teoria Literária, Recife (UFPE), v.17, n.2, p.97 -113,2005.
A professora Denise, pediu para que relatássemos um pouco do que estamos pensando em executar como projeto. Todos nós explicamos um pouco as nossas idéias e teremos um novo encontro em breve para irmos definindo nosso Plano de Trabalho.
7.2.2 Segundo Encontro
Aos vinte e dois dias do mês de maio de dois mil e sete reunímo-nos na Universidade Estadual de Londrina para dar prosseguimento aos trabalhos de orientação do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE. Estiveram presentes na reunião as professoras orientadoras da UEL, Kilda Maria Prado Gimenez e Simone Reis, bem como os professores PDE de Língua Estrangeira Moderna.
A proposta inicial do grupo era de construir um material didático significativo para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, isso se daria em parceria entre os orientadoras das professoras referidas acima e também para otimizar tempo e esforços. Para tanto deveríamos repensar quais são as funções da linguagem, o contexto de uso da língua, não ficarmos presas ao léxico somente.
7.2.3 Terceiro Encontro
Aos dois dias do mês de junho de dois mil e sete reunímo-nos na Universidade Estadual de Londrina para dar prosseguimento aos trabalhos de orientação do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE. Estiveram presentes na reunião a professora orientadora da UEL, Simone Reis, bem como suas orientandas , professoras PDE de Língua Estrangeira Moderna.
A professora, ouviu das alunas que não gostariam de elaborar um material didático coletivo, como foi proposto no último encontro, e preferiam retornar a idéia original, onde cada uma teria liberdade de escolher seu tema e construir o que quisesse. A professora Simone Reis trabalha com gêneros textuais e orienta suas alunas sob esta perspectiva, questionou então que gênero cada uma teria preferência para dar início aos trabalhos. Continuou explicando onde encontrar referenciais teóricos para embasar as pesquisas de gêneros que estão empreendendo. A sugestão foi do Banco de Teses da Capes, no Catálogo on-line da biblioteca da UEL, Revistas Eletrônicas.
Na sequência a professora apresentou um material elaborado por alunos do curso de Letras, sob sua orientação e em parceria com outros docentes da Universidade, chamado Life Contentes, cujo objetivo é promover a aprendizagem da língua inglesa, levando a prática social de leitura de revista para a sala de aula.
Cada uma de nós recebeu um exemplar e fomos analisando cada unidade para ter noção de como foi elaborado e as nuanças de gênero que continha cada unidade.
7.2.4 – Quarto Encontro
Aos seis dias do mês de julho de dois mil e sete me reuní na Universidade Estadual de Londrina para levar meu rascunho de projeto para que a professora Denise Grassano Ortenzi pudesse ler e avaliar.
A professora aprovou o projeto, fez ressalvas quanto ao conceito de cultura que estava restrito apenas a folclore e a regionalismos, pedindo que eu fizesse alterações no texto para que ficasse mais abrangente. Agendamos novo encontro para que ela possa ler o Plano de Trabalho completo e já com as inclusões dos eventos que tivemos até a presente data.
7.3 ORIENTAÇÃO AOS GRUPOS DE TRABALHO EM REDE
Será realizado de forma virtual, através do sistema SACIR. É neste momento que o conhecimento será compartilhado entre o professor PDE e os professores da REDE, e estes poderão sugerir, discutir e incrementar a base teórica selecionada para o objeto de estudo da área do professor PDE, assim como participar da elaboração de material didático-pedagógico.
Um melhor encaminhamento será dado no 2º período do programa, após definições da SEED. Carga horária prevista : a ser definida pela SEED.
7.4 ENCONTROS REGIONAIS - PDE
7.4.1 Primeiro Encontro Regional – PDE
Aos dezenove dias do mês de abril de dois mil de sete estivemos na Universidade Estadual de Londrina para o primeiro Encontro Regional do PDE, o qual contou com a participação dos professores Fátima Godinho e Otto Henrique Martins da Silva. Estava presente também uma representante do GARH, que procedeu a leitura da primeira parte da resolução, ainda em forme de minuta, a qual trata das disposições funcionais dos professores em disponibilidade.
Na seqüência, a professora Fátima continuou a leitura da minuta que trata do caráter pedagógico do Programa e do compromisso que todos os professores participantes tem para o bom andamento e sucesso do projeto, ainda no período da manhã fomos saudados pelo Coordenador do Programa na UEL, onde ressaltou a importância da parceria entre educação básica e ensino superior, a qual certamente trará benefícios a todos.
No período da tarde a professora Fátima apresentou o planejamento e registro de todas as atividades, desenvolvidas por nós professores PDE, no âmbito do Programa, o professor Otto apresentou um calendário, onde estão inseridas todas as atividades que deverão ocorrer ao longo do Programa, o qual será útil para uniformizar as ações em todo o Estado do Paraná, bem como para um maior controle da equipe de Coordenação.
De forma quase ininterrupta, apresentou-nos o SACIR – Sistema de Acompanhamento e Integração em Rede, um recurso tecnológico, que está sendo finalizado pelo CETEPAR e estará disponível aos professores dentro do Portal Dia-a-Dia Educação. Ressaltou que também trabalharemos com a plataforma do MEC, chamada EPROINFO. Para a utilização de ambos, os participantes do Programa serão devidamente capacitados pelos assessores da CRTE – Coordenação Regional de Tecnologia na Educação.
O Seminário Geral, que aconteceria nos dias 10 e 11, foi antecipado para 07 e 08 de maio. Foi um encontro bastante esclarecedor, muitas dúvidas foram dirimidas e outras anotadas para serem discutidas entre os coordenadores gerais do Programa.
7.5 ENCONTROS DE ÁREAS ESPECÍFICAS
7.5.1 – Primeiro Encontro
Aos quatro dias do mês de abril de dois mil e sete reunimo-nos na Universidade Estadual de Londrina para darmos início aos trabalhos de orientação do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE. Estiveram presentes na reunião os professores orientadores da UEL e os professores orientandos aprovados no processo seletivo, dentro os quais eu me incluo.
Os trabalhos começaram pontualmente às catorze horas sob a coordenação da professora/orientadora Dra. Elaine Fernandes Mateus que explanou sobre a importância do programa e ressaltou a satisfação da universidade em participar desse evento, marco histórico da Educação no Estado do Paraná.
Na seqüência, houve a apresentação do cronograma de atividades que o Departamento de LEM preparou para os meses de Abril, Maio e Junho de 2007. Em linhas gerais, a docente expôs a linha de trabalho do Departamento e as disponibilidades para orientação, explicando os critérios de distribuição de orientandos.
Num segundo momento, a professora Elaine Mateus entregou os textos que precisarão serem lidos para o primeiro encontro de orientação, que no meu caso será a professora Denise Grassano Ortenzi. Como sempre o Departamento de Línguas Estrangeiras Modernas da UEL surpreende, tudo muito organizado e planejado.
7.5.2 – Segundo Encontro
Aos vinte e seis dias do mês de abril de dois mil e sete reunímo-nos na Universidade Estadual de Londrina para dar prosseguimento aos encontros de área do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE. Estiveram presentes na reunião a professora orientadora da UEL, Kilda Maria Prado Gimenez e os professores PDE de Língua Estrangeira Moderna.
Trabalhamos nesse dia com uma reportagem da Revista Época, entitulada “O que as escolas precisam aprender.”, publicada em 23/04/07. A dinâmica consistiu em formarmos grupos e respondermos as seguintes perguntas: “ O que é ter pensamento crítíco?”; “O que é estabelecer metas e fazer escolhas?”; “O que é ter visão globalizada?”; “Como conviver com pessoas diferentes?”; “Como conectar idéias?” e “Como saber aprender sozinho?”, todas acompanhadas também dos questionamentos “Por que é importante?” e “Como ensinar?”.
Ao final compilamos todas as idéias numa só e apresentamos em plenária. Só então a docente nos deu a cópia da reportagem para lermos e compararmos nossas respostas.
Também tivemos um tempo um grupo, para novamente relatar a outros professores, que não os da orientação, o nosso projeto ou simplesmente ouvir idéias e apresentar sugestões. Um dinâmica de trabalho colaborativo.
Houve a sugestão de mais outros textos para leitura, os quais deverão ser debatidos nos próximos encontros.
7.5.3 – Terceiro Encontro
Aos vinte e dois dias do mês de maio de dois mil e sete, no período vespetino, reunímo-nos na Universidade Estadual de Londrina para dar prosseguimento aos encontros de área do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE. Estiveram presentes na reunião a professora orientadora da UEL, Kilda Maria Prado Gimenez e os professores PDE de Língua Estrangeira Moderna. A docente responsável seria a professora Drª Denise Ortenzi, que teve um compromisso e foi substituída pela professora Kilda.
Como no período da manhã estivemos no encontro de orientação e a proposta era a de compor um material didático coletivo, então começamos o exercício de definir quais os temas seriam relevantes, qual a função da linguagem a ser destacada, com qual léxico, em que contexto social tal tema poderia ser introduzido. Tarefa nada fácil uma vez que estamos acostumadas a pensar em uma aula, através do conteúdo gramatical a que ela se destina. Difícil romper laços tão arraigados e conceitos obsoletos.
7.5.4 – Quarto Encontro
Aos vinte e junho dias do mês de junho de dois mil e sete, reunímo-nos na Universidade Estadual de Londrina para dar prosseguimento aos encontros de área do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE. Estiveram presentes na reunião a professora orientadora da UEL, Simone Reis e os professores PDE de Língua Estrangeira Moderna.
A professora desenvolveu um trabalho com o gênero “charge”. Analisamos várias charges para verificar itens como: intenção do autor, contexto, frases e escolhas das palavras, as imagens e como interpretá-los. Em seguida a docente nos explicou “SCHEMATA”, que é uma forma de mapa mental, útil para estruturar o conhecimetno e a forma do pensamento humano. Para uma leitura eficiente da “schemata” depende da nossa capacidade de fazermos relações ou conexões.
7.6 SEMINÁRIOS ESPECÍFICOS DO PDE
Aos sete dias do mês de maio de dois mil e sete, no Cine Comtur, do shopping Comtur, situado na Avenida Tiradentes, 1241, no Município de Londrina, no Estado do Paraná, teve início o Primeiro Seminário Temático do Programa de Desenvolvimento Educacional, o qual contou com as participações dos Professores Doutores Newton Duarte – UNESP de Araraquara, e Giovanni Alves - UNESP de Marília.
De acordo com a pauta da programação teríamos às oito horas e trinta minutos a abertura com a Professora Yvelise Arco-Verde, Superintendente da Educação, acompanhada da Diretora de Políticas e Programas Educacionais, Professora Alayde Maria Pinto Digiovanni, bem como, da Coordenadora do Programa de Desenvolvimento Educacional, Professora Simone Bergmann. Por questões não divulgadas ao público, a abertura oficial do evento foi anunciada pela Coordenadora do Programa, que no seu discurso agradeceu a presença de todos, ressaltou a importância do PDE para a Educação Básica do Estado do Paraná e surpreendeu-nos com a notícia de que não haverá repasses presenciais pelos professores participantes do programa aos demais professores da rede, somente repasses virtuais denominado: Grupo de Trabalho em Rede.
Ainda no período da manhã, fomos brindados com a intrigante palestra do Professor Newton Duarte, que contrariando a pauta, abordou o tema “Conhecimento e Teorias Pedagógicas” e não o tema previsto “A Educação no contexto do mundo do Trabalho”. Durante seu monólogo, refletiu sobre a importância de se estudar as Teorias Pedagógicas, fez abordagem histórica dessas teorias, tecendo duras críticas, da Escola Tradicional ao Construtivismo. Concluiu defendendo a Teoria Pedagógica Marxista e, por repetidas vezes, ressaltou que o papel da escola é o de socializar o conhecimento.
No período da tarde, tivemos mesa redonda com o tema “A Formação de Docentes e a necessária articulação com a Educação Básica” na qual participaram a Professora Doutora Maria Leopoldina Tursi Toledo, da Universidade Estadual de Maringá – UEM, um professor representante da Universidade Estadual de Londrina - UEL e a Professora Mestra Alayde Maria Pinto Digiovanni, da Secretaria de Estado da Educação – SEED.
Após um breve intervalo, tivemos acalorados debates, nos quais os professores do programa participaram intensamente, por meio de perguntas escritas remetidas à mesa ou por meio de breves discursos ao microfone, findando assim o primeiro dia do seminário.
No segundo dia do Seminário Temático, por volta das nove horas e trinta minutos, sem formalidades, iniciou o Professor Doutor Giovanni Alves da Universidade Estadual de São Paulo, Campus de Marília, a magistral palestra “A Educação no contexto do mundo do Trabalho”, a qual contribuiu significativamente com nossas reflexões e ansiedades.
No período da tarde, tivemos mesa redonda sobre o tema “A Formação Continuada frente aos desafios do mundo do trabalho”, composta pela Professora Doutora Elma Júlio Gonçalves de Carvalho da Universidade Estadual de Maringá – UEM, por um Professor representante da Universidade Estadual de Londrina – UEL e pela Professora Doutoranda Sandra Regina de Oliveira Garcia, representando a Secretaria de Estado da Educação – SEED.
Se não bastassem todos os desencontros da pauta, um se destacou sobremaneira, a professora Elma se preparou para a mesa redonda do dia anterior, fato que não tirou o brilhantismo de sua apresentação, apenas a descontextualizou, pois, enquanto se discutia “A Educação no contexto do mundo do Trabalho” ela abordou o tema “A Formação de Docentes e a necessária articulação com a Educação Básica”.
Mais uma vez, descumprindo a pauta do Seminário, num ato autoritário e contraproducente, foi retirado o necessário intervalo entre as discussões da mesa redonda e o debate. Medida esta que, indubitavelmente, refletiu no comportamento da platéia e na capacidade de apropriação dos temas trabalhados, pois é sabido e consabido, que não se consegue manter a atenção necessária por um longo período de tempo, por mais interessante que seja o assunto.
Apesar de todos os desencontros, o Seminário Temático alcançou o seu propósito. Possibilitou elucubrações de alto nível e profundidade, contribuindo certamente com a melhoria da qualidade de ensino no Estado do Paraná.
7.7 CURSOS/IES
Cursos organizados e realizados nas IES, de responsabilidade dos professores orientadores, perfazendo um total de dois cursos de 64 horas cada no 1º período e outros dois com a mesma carga horária no 2º período do programa. De acordo com o cronograma de atividades do professor PDE estes cursos deverão perfazer um total de 256 horas e atender o planejamento curricular do programa.
DATA
NOME DO CURSO
DOCENTE(S)
CARGA HORÁRIA
09/05/07 a 01/06/07
O Lúdico e as Teorias de Ensino-aprendizagem de Língua Inglesa na prática da escola pública : (Re)criando o conhecimento numa perspectiva sócio-histórico-cultural.
Elaine Mateus e Denise Ortenzi
64
21/06/07 a 30/06/07
Análise de material didático sob a perspectiva de letramento crítico e prática social.
Kilda Maria Prado Gimenez.
40
Segue a programação da primeira etapa dos cursos:
1. Teorias de ensino-aprendizagem de língua inglesa
1.1 A relação entre teoria de ensino-aprendizagem e as práticas pedagógicas
1.2 A Abordagem Comportamentalista: princípios e práticas
1.3 A Abordagem Construtivista: princípios e práticas
1.4 A Abordagem sócio-histórico-cultural: princípios e práticas
1.5 (Re)criando as práticas de sala de aula
2. O lúdico nas práticas de ensino-aprendizagem de língua inglesa
2.1 O jogo e os processos de aprendizagem e desenvolvimento
2.1 A organização do brincar e os objetos disponíveis na cultura
2.3 Brinquedo social, jogos simbólicos, jogos de regras, jogos eletrônicos
2.4 Produção de jogos pedagógicos
Obs. A ser ministrado pela professora orientadora, Simone Reis, o curso Abordagem construtivista e o ensino de leitura, perfazendo um total de 24 horas, previsto para o 2º semestre de 2007.
Estão previstos cursos com os possíveis temas abaixo, mas em datas a serem definidas:
Avaliação dos processos de ensino-aprendizagem.
Produção de material didático.
Leitura em Língua Inglesa.
Planejamento Curricular.
Classroom discourse analysis.
Creative writing.
7.8 ATIVIDADES/DISCIPLINAS OPTATIVAS IES
A carga horária, totalizando 64 horas, deverá ser cumprida na participação em disciplinas ou outros eventos realizados na IES, no 2º período do programa.
Possíveis eventos :
Congresso de formação de professores em pré e em serviço.
Oficina de tradução e interpretação.
Seminário de pesquisa da linha ensino/aprendizagem e formação do professor de língua estrangeira.
SEPECH – Seminário de pesquisa e extensão do Centro de Ciências Humanas.
7.9 ATIVIDADES DE FORMAÇÃO E INTEGRAÇÃO EM REDE – PDE
A serem definidas.
7.10 ELABORAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO
Elaboração de materiais feitos individualmente ou em grupos durante os encontros de área, encontros de orientação, cursos específicos, nas horas de estudos em casa, através do sistema SACIR com os professores da rede, com foco na Ludicidade na Aprendizagem de Inglês , a partir do trabalho realizado em sala de aula enfocando textos de diferentes gêneros.
A princípio a idéia é abordar o tema alimentação e elaborar um Folhas, e partir deste tema , preparar atividades lúdicas que venham colaborar para uma maior reflexão sobre o assunto. Outra idéia é o trabalho sobre o tema Água e Meio Ambiente, que também é uma questão que precisa ser repensada.
De acordo com o cronograma de atividades do professor PDE, deverá ser desenvolvido no 2º período do programa, perfazendo 64 horas.
7.11 IMPLEMENTAÇÃO DA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO NA ESCOLA
Aplicação de materiais didáticos abordando temas a partir de textos de diferentes gêneros discursivos,tendo no lúdico uma ferramenta de motivação e facilitação, nas oitavas séries matutinas da Escola Estadual Vicente Machado – Ensino Fundamental, por mim e demais colegas professores que queiram participar. Esta se dará no 3º período do programa e abrangerá 32 horas da carga horária, de acordo com o cronograma recebido .
7 .12 AVALIAÇÃO E REGISTRO DOS RESULTADOS DO TRABALHO
Aplicação de materiais didáticos abordando temas a partir de textos de diferentes gêneros discursivos,tendo no lúdico uma ferramenta de motivação e facilitação, nas oitavas séries matutinas da Escola Estadual Vicente Machado – Ensino Fundamental, por mim e demais colegas professores que queiram participar. Esta se dará no 3º período do programa e abrangerá 32 horas da carga horária, de acordo com o cronograma recebido .
8. CRONOGRAMA
O presente cronograma de trabalho dependerá da mantenedora, por meio da Coordenação do Programa de Desenvolvimento Educacional - PDE, vinculado à Secretaria de Estado da Educação, para que se cumpra dentro dos prazos estabelecidos. Também encontra-se no Documento-Síntese “Uma Nova Política de Formação Continuada e Valorização dos Professores da Educação Básica da Rede Pública Estadual”, um cronograma geral de todas as atividades do PDE. As eventuais alterações são de competência exclusiva da Secretaria de Estado da Educação, não cabendo aos participantes do programa tal intervenção, os quais, no máximo, contribuem com sugestões.
DATA
ATIVIDADES
Julho
Redigir Plano de Trabalho
Julho
Levantamento Bibliográfico
Agosto
Pesquisa e Tutorial sobre o Cli3
Agosto
Elaboração e aplicação de questionário investigativo sobre “Ensino de Cultura em Língua Inglesa, na escola pública estadual”
Agosto/Setembro
Coleta e Seleção de textos para elaboração do material didático
Setembro/Outubro
Preparar oficina para professores da rede
Outubro/Novembro
Elaboração do material didático em parceria com professores da rede
9. REFERÊNCIAS
DELGADO, H.O.K. O Ensino da Cultura como Propulsor da Abertura de Possibilidades na Aprendizagem de Língua Estrangeira. In: SARMENTO, Simone; MÜLLER, Vera ( Org.).O ensino de inglês como língua estrangeira: estudos e reflexões. Porto Alegre: APIRS, 2004. p. 229-239.
GUERREIRO, G.M.S. Cultura, Linguagem e o Ensino de Língua Estrangeira: Um estudo acerta desta inter-relação. São Paulo, 2005. Dissertação(Mestrado em Estudos Linguísticos) – UNESP – Campus de São José do Rio Preto, São Paulo. Disponível em:<http://www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital/document/?view=3904>. Acesso em: 05 de julho de 2007.
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